Atentado no Paquistão ainda repercute na pauta ordinária da
OCX
Por Eduardo Oliveira, Agência SOI News
Xangai, China – A reunião de Chefes de Estado da OCX
permaneceu no tema do combate ao terrorismo. Tendo como pauta inicial a proposta
do Governo uzbeque de inserção de disciplinas no Ensino Básico dos países, a
tese recebeu oposição da Federação Russa.
Para o representante do país, a própria cultura nacional é o
fator que deve balizar as grades curriculares de ensino. Ainda segundo a
liderança russa, a própria reação da sociedade poderia comprometer os objetivos
da proposta. “É muito complicado impor o ensino de algumas disciplinas; isso
acabaria por prejudicar o ensino do país”, aduz.
Ainda sobre o tema da segurança antiterrorista, a
Presidência da Índia passou a articular medida de proteção eficazes nas regiões
fronteiriças - tese corroborada pela China, adicionada de questões de
fortalecimento interno. A Federação Russa, por sua vez, indaga acerca de como
haveria a disposição desses investimentos em reforço militar.
Em ocasião oportuna, a Presidente da China sugeriu a criação
de um banco de dados realmente eficaz no que diz respeito à aquisição de
informações sobre células terroristas e demais grupos extremistas – colhendo
dados sobre lista de armas, origem dos terroristas e as fontes que financiam os
recursos dos grupos. Índia e Rússia se posicionam contrárias à criação de um
novo banco de dados, visto que a OCX atualmente dispõe da RATS – Estrutura
Regional Anti-Terrorista. China rebate a afirmação, dizendo que a RATS está
apenas no plano do direito, não se fazendo eficaz na prevenção de ataques; no
entanto, concorda que é possível investir na reestruturação do sistema atual,
de modo a aproveitá-lo com eficiência para os novos objetivos da organização.
O PROBLEMA DA SANÇÃO
Devido à questão conturbada das alianças terroristas, a
delegação chinesa ainda expôs a possibilidade de se debaterem sanções para
aquelas delegações cuja aliança terrorista fosse identificada, comercializando
com esses grupos de forma consciente acerca de seu posicionamento. Interpelada
pela Federação Russa acerca da competência que a OCX possuiria acerca disso, a
representação chinesa disse que a Organização, com efeito, possui prerrogativas
para sanção em algumas áreas, como o corte de cooperação econômica, embargos
comerciais e abstenção na assinatura de tratados.
Enquanto o Irã compartilha das ideias chinesas em aplicar
sanções aos países afinados a grupos extremistas, a Índia se posiciona
contrária. “Em vez de sancionar o país, a OCX deveria tentar fortalecer o país
internamente”, diz, no sentido de não permitir que a fragilidade da política
interna dê vazão à busca por apoio terrorista.